Emma
Minha vida. O que dizer dela? Tudo que ouvi foram comandos, frases com quase nenhum sentimento, simples ordens. "Seja uma boa menina Emma, orgulhe sua mãe", ou "Você precisa comer isso Emma", ou ainda "Você precisa suportar a dor, Emma. Ela nos faz fortes."
Como eu disse, apenas ordens, como se eu fosse uma robô que precisasse seguir uma programação. Até mesmo vivo numa espécie de centro de comando, ou campo de concentração, quartel general... algo desse gênero. Somos treinadas para matar, mais fortes do que a maioria e evoluímos mais rápido. A principal prova disso é que, tecnicamente, tenho apenas três dias de vida e aparência de uma garota de dezesseis anos.
Não, você não está louco. E nem eu, desculpe desapontá-lo. Não sou exatamente humana, e não há nada que eu possa fazer para mudar isso. Em resumo, sou uma guerreira Amazona, descendente das antigas tribos gregas. E parte do fardo de ser quem eu sou, ou melhor, de ser o que eu sou, é o ritual de iniciação pelo qual todas temos de passar: matar o próprio pai.
Meu pai. O vi apenas uma vez, há cerca de dois dias, e há muito pouco que eu saiba sobre ele. Seu nome é Dean, e ele é caçador. Não um caçador de gamos ou esquilos, nada disso. Ele caça criaturas como eu.

