Nick não era muito de comemorações de final de ano, mas sua tia, Marie, gostava muito de cada uma das datas do ano em que pudesse correr até o sobrinho para aproveitar algum momento em família. E a família deles era mesmo tão pequena, apenas os dois, que seria crueldade dizer a ela que ele nunca estava no clima.
Afinal os ladrões, sequestradores e todo o tipo de maus
elementos de Portland não costumavam dar uma trégua. Mesmo que o bom velhinho
pedisse pessoalmente a cada um, Nick achava que não iria rolar.
Ele até tinha uma teoria de que eles eram bem capazes de
prender o bom velhinho e obrigá-lo a levá-los de trenó até sua casa no Pólo
Norte, roubar os presentes das crianças sem um pingo de piedade e ainda levar
as renas para vender como animais silvestres. Mas quando ele contou isso para
tia Marie, ela pareceu não compartilhar dessa teoria. Na verdade, ela não
sorriu, nem levemente.
Isso só podia significar ara o policial que a melhor
saída seria comprar logo um presente, decorar a casa mesmo que minimamente, e
comprar algo que lembrasse a data comemorativa para se comer na ceia.
Ok, ele não fazia ideia de como decorar um peru ou
assá-lo, mas ele podia comprar todas as nozes, castanhas, frutas secas e dar a
desculpa de que precisava dela para preparara comida, não é? Sim, a ideia
parecia mesmo boa e possível de ser executada.



