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25 de dez. de 2014

One shot: "Amigo Secreto da Família Holmes"



Todos costumavam dizer que o Natal era uma data mágica, algo que só se aproveitava verdadeiramente se fosse comemorado em família, com um saboroso e farto jantar, músicas típicas da época, trocas de presentes e desejos de coisas boas àqueles que se ama. Dizem também que a data traz um espírito novo, uma sensação de bondade e renovação, como também uma grande vontade de se compartilhar com o próximo.

Para Mycroft, a aproximação do Natal vinha sim com algo que ele gostava e não era o fato de ficar com a família não. O que lhe deixava feliz era o cheiro de biscoitos e torta de chocolate no ar e as bengalas de doce espalhadas por todo canto da casa. Ok que elas deveriam fazer parte da decoração, mas ele não seria assim tão forte ao ponto de não surrupiar uma ou outra quando ninguém estivesse olhando, não é? Infelizmente, onde há felicidade, há também amolação, e o que mais irritava o primogênito da família Holmes era o fato dos irmãos mais novos usarem a paixão de Mycroft por doces contra ele, mesmo que ele negasse tal sentimento até a morte!

A mãe sempre lhe dizia para não ligar para tais provocações, dizendo que era algo comum das crianças pequenas e que bastava ele se fazer de desentendido para que eles o deixassem em paz. Mas nem mesmo toda a sua força de vontade era suficiente quando ele ouvia aqueles dois pestinhas cochichando sobre ele pelas costas! No segundo seguinte Mycroft se voltava para eles totalmente colérico, o que até parecia causar algum efeito em Sherlock, já que o menino ficava em silêncio de imediato, mas com Alice a história era bem outra… Ela sempre fazia aquela carinha de “menininha do papai” e lhe lançava um sorriso ou um beijinho soprado, só para deixá-lo ainda mais aborrecido. E era nessas horas que o garoto subia té seu quarto batendo os pés e se jogava na cama, decidido a deletar a irmãzinha pentelha de sua vida pelas próximas horas enquanto se distraía com um livro de física quântica qualquer…

Ele estava com o pé no batente da porta do próprio quarto quando levou a mão ao próprio bolso e se lembrou do bendito “papelzinho”. Ele não poderia se esquecer do mundo, não tão facilmente, já que no dia 24 de dezembro, exatamente aquele dia, era a data em que eles revelavam o “amigo secreto da família” e Mycroft não poderia perder a hora, já que isso implicaria também em atraso para a ceia. Não que ele gostasse daquilo, já que dificilmente ganhava algo realmente útil quando tinha o azar de um dos irmãos sorteá-lo, mas um bom inglês jamais chegaria atrasado em um compromisso, não? Mesmo que o importante compromisso fosse, na verdade, na sala de visitas logo abaixo de seu quarto, ele tinha uma reputação a zelar.

9 de jul. de 2014

One Shot: Tudo Que Vai... Volta!



Sherlock olhava pela janela, pareia estar totalmente absorto em um assunto extremamente importante, isso fez com que John ficasse em silêncio após passar pela porta de entrada ao lado de Mary.

A loira pensou em perguntar algo, mas John apenas indicou o sofá para ela com a cabeça, um pequeno pedido silencioso para que ela deixasse o detetive terminar o que quer que estivesse pensando, antes de notá-los.

Quando Mary já estava sentada e abraçada a uma almofada, John estava a ponto de sentar-se ao lado dela quando Sherlock os encarou. Não havia surpresa no rosto do detetive ao vê-los, mas ele parecia frustrado.

- Temos problemas John – foram as primeiras palavras dele, carregadas de frustração.

- Problemas? – John perguntou em um sussurro.

- Aliás, Mary – o detetive se virou para a senhora Watson – vocês viram alguém suspeito no caminho? Talvez uma figura que parecesse deslocada demais?

A loira pensou um pouco, mas sua expressão mostrava claramente que não se lembrava de nada em especial. Sherlock estava quase desistindo quando ela pareceu se lembrar subitamente de algo que a havia chamado a atenção sim.

- Para ser sincera, lembro de ter comentando com John que era estranho um soldado real andando pela Baker...

7 de jul. de 2014

One Shot: Uma Terrível Experiência


Lembranças tomavam sua mente: Alice, a garota de sua vida, sorrindo e correndo dele na praia, e então, em uma fração de segundos depois, ele a via tocando piano com toda a pose inglesa que a garota tinha. Ela era uma diva, o retrato de uma deusa, e, ao mesmo tempo, conseguia manter seu ar juvenil, mesmo sendo uma moça feita.

E então, ele estava no dia anterior, quando passeou com ela pelas ruas de Londres e ela apontava todos os lugares de sua antiga cidade com entusiasmo. A garota havia nascido ali, seus pais moravam em uma casa aconchegante nos arredores da cidade, um lugar calmo, tranquilo e acolhedor. 

Mas ela não queria ficar na casa, ela insistiu para que ficassem em um hotel. Ela queria proximidade com o movimento e não queria tirar a liberdade de seus pais na visita, que prometia ser curta. Além disso, ela gostava de passear e conhecia todas as lojas, cafeterias (ou ‘casas de chá’, como ela insistia em chamar) e monumentos da cidade, e estava doida para mostrá-los ao marido.

Havia o barulho que se repetia, ele poderia achar que era seu despertador, mas estranhamente não conseguia mover suas mãos para apertar o objeto e cessar o barulho. Também era muito difícil abrir seus olhos, embora ele tivesse consciência de que não estava deitado.

Não havia barulho algum, embora ele pudesse distinguir o som da respiração de alguém, e esse alguém não era Alice, de modo algum. Seus pulsos doíam e foi necessário muito esforço para conseguir levantar a cabeça e abrir seus olhos.

- Oh, você acordou! – uma garota, que ele lembrava vagamente de já ter visto, falou com Jasper.

30 de jun. de 2014

One Shot: Como Bons Irmãos



Era como se o ar ficasse em suspenso naquele momento. Aquela era a sala do apartamento de Sherlock, o lugar que costumava trazer os clientes com os maiores problemas de Londres. Porém, naquele momento, John e a senhora Hudson, cada um com uma xícara de chá na mão, olhava perplexo para Sherlock e Mycroft, que haviam acabado de chegar da rua, e encaravam a figura que havia saído do banheiro.

A figura em questão, a jovem Alice, estava sorridente, como se tivesse encontrado grandes e amados irmãos naquele cômodo. Mesmo que não fosse esse o caso se reparassem com atenção o como Mycroft parecia zangado ao vê-la.

- Vejo que você voltou...

- Claro, Mike, uma hora eu teria que voltar para casa, não? – ela disse com um grande sorriso e abrindo os braços para ele. – Eu não ganho um abraço?

Ela se aproximou, firme com a idéia de dar-lhe um abraço, e um providencial aperto em suas bochechas depois, mas Mycroft entregou seu guarda chuva para Sherlock sutilmente e pegou a garota pelos dois pulsos.

- Não ouse. Eu sei qual é o plano por trás disso, mocinha.

- Ora essa, onde estão seus modos Mycroft?! – a senhora Hudson se levanta revoltadíssima. – Uma irmãzinha volta de viagem e você a trata como...como...

- Oh cale-se, senhora Hudson.

23 de jun. de 2014

One Shot: O Retorno da Caçula


A senhora Hudson estava andando com o espanador pela casa. John aguardava o retorno de Sherlock, tentando a todo custo não olhar o como a senhoria dançava e rebolava com o espanador na mão.

O detetive consultor apenas o havia pedido para esperar por seu retorno, sem esclarecer os por menores. Para John, era como se ele voltasse no tempo, para como era quando ele morava ali e o amigo sumia do nada e o deixava esperando.

Mary era o anjo de sua vida... Ok, ela tinha uma arma e um passado nebuloso, mas tudo isso havia ficado para trás totalmente após aquele pequeno incidente na casa dos pais de Sherlock e Mycroft. Ver Mary desmaiada o fez tremer. Aquela visão o havia dado todas as respostas que ele precisava, ele tinha certeza de que não viveria mais sem ela.