26 de ago. de 2014

One Shot: Reencontro das Gêmeas



Aquela deveria ser a maior brincadeira de todas, com certeza! Isso se ela não tivesse saído do controle em algum momento indefinido, certo? Porque sim, aquilo estava fora de controle e ela se recusava a acreditar que era real. “Se sempre brincaram comigo quem garante que não estão fazendo de novo?”, era o que ela mais se perguntava.

As coisas com Garrett haviam sido tão traumáticas no Cânon e depois Sutton havia se deparado com Ethan e acabou fugindo dele também. Ela não queria nenhum desses meninos, estava farta dessa popularidade toda e só queria que todos soubessem que ela amava Thayer. Sim, ela o amava profundamente, independente do que Madeline ou Lauren dissessem.

Era com Thayer que ela sonhava, com ele que ela se preocupava e por ele que iria para qualquer lugar. Tudo havia começado com uma brincadeira do Jogo da Mentira contra o irmão de Mads, mas havia tomado outro rumo. E sim, ela poderia gritar ao mundo tudo que o amava e iria provar!

Ela aceitava o desafio que fosse por uma chance de passar um tempinho com ele e foi assim que acabou indo para o perigoso Cânon com ele naquela fatídica noite.Pensar não era o forte para ela quando estava em meio aos beijos daquele garoto ou quando ele a envolvia em seus braços.  Isso ela tinha que admitir a si mesma, estar com Thayer não a deixava sensata, mas a deixava feliz, leve e confortável o que dava um sabor muito melhor a coisa toda.

Ela estava decidida a acabar com toda essa história de namoro secreto no dia seguinte. As pessoas que aprendessem a viver com a nova Sutton, oras! Afinal, ela mesma não via problema algum em estar com ele e quem quer que achasse ruim que sofresse as consequências por si só.

Sutton havia corrido de Ethan tão loucamente após aquela declaração de amor assustadora. Sim ela tremeu na base quando ele disse que estava atrás de sua irmã gêmea dela como uma prova de amor e devoção a ela, isso a assustou e a fez cair.

A verdade era que ela estava com medo, apavorada só de pensar no desconhecido total: ter uma irmã idêntica a ela fisicamente, mas e por dentro? Como ela poderia esperar que essa garota fosse? E se nada nela correspondesse a seus sonhos da menina no espelho?

Era como se ela voltasse anos atrás em sua vida, quando ela acreditava que Laurel era a filha preferida, a única com sangue Mercer, a única amada. A frase ficava martelando em sua mente sem parar. O que Emma acharia dela?

Aliás, algo a incomodava ainda mais e era imaginar como era Emma? O que ela acharia de suas atitudes? O que as meninas do Jogo da Mentira achariam de existir uma outra pessoa igual a Sutton? Ela perderia a realeza por ser igual à outra alguém? Justo ela que queria deixar sua marca única no mundo, ela não era única, havia outra dela por aí.

Será que elas seriam vistas como as irmãs Fiorello? Gêmeas que nunca eram vistas por sua individualidade e sim por estarem sempre juntas. Ou as pessoas as diferenciariam pelas mínimas coisas só porque Sutton era a garota mais popular da escola?

Por outro lado, ela imagina que Emma seria a sua salvadora também. Ela se sentia tão sozinha, tão deslocada, e tinha que bancar a auto confiante o tempo todo. Ela era a sua irmã gêmea, com certeza saberia exatamente o que Sutton sentia.Elas poderiam desabafar uma com a outra, troar confidencias apenas com um olhar e risinhos contidos. Elas teriam segredos só delas e dividiriam o guarda-roupas, as maquiagens e ajudariam uma a arrumar o cabelo da outra. “Mas Ethan tinha que ter transformado aquilo em algo assustador!? Porque?”, era o que sua mente gritava.

E então ela fugiu. Ela correu com todas as suas forças até que veio ao chão. Sua cabeça latejava, o cheiro de sangue pairava no ar e ela viu uma fratura na perna. Deus, aquela parte branca era mesmo seu osso exposto e a porcaria do seu celular não funcionava? Ela não poderia morrer ali! Não antes de contar ao mundo o como amava Thayer, não antes de conhecer sua irmã, não antes de fazer um milhão de coisas que ela havia sonhado.

Quando Ethan a alcançou, seu rosto mostrava tristeza e decepção. Ela havia fugido dele, quando ele só queria lhe dar a chance de conhecer sua irmã. Ok, não era só isso. Ele também queria que ela o beijasse, fosse louca por ele e o agradecesse por todo aquele esforço em encontrar Emma... Mas isso ela não estava disposta a fazer.

Mesmo assim, todo o orgulho de Sutton Mercer foi engolido quando ela o pediu para que ligasse para a emergência e lhe entregou seu telefone. Ele pareceu vacilar por um instante, preso em tristeza e amargura profunda, mas ele a ouviu, pegou o telefone de Sutton e sumiu por alguns instantes.

Algo em sua mente dizia que talvez ele não voltasse, que ele podia deixá-la ali para morrer por ter fugido dele, por ferir seus sentimentos tão fortemente mais uma vez. E, claro, por ter dito que ele era louco em um momento de raiva. Mas ela realmente não o conhecia bem, não sabia o que esperar daquele menino tão tímido, tão retraído.

Quando ele voltou correndo e se sentou ao seu lado, ela chorava, mesmo sem querer demonstrar sua fraqueza. O osso exposto e o corte na cabeça eram fontes infindáveis de dor, sem contar os pontos coloridos que cresciam cada vez mais em sua vista. O medo tomava conta dela cada vez mais, mesmo que quisesse demonstrar força e não chorar.

Ela não queria admitir que era fraca, mas tudo estava desaparecendo de sua vista e ela estava em pânico. Porém, todos os detalhes do que aconteceu depois disso naquela noite ficaram suspensos no ar por um bom tempo...

* * * * *

Quatro meses depois...

Emma estava desesperada, essa era a verdade. Sua situação não era nada boa e ela não via caminho para se inocentar. Se passar por Sutton era uma coisa, ser pega na mentira foi terrível, mas o pior de tudo era que passar pelo interrogatório de Quinlan, era ter sido tocada feito um cachorro da casa de sua família...

Eles não a ouviram, não lhe deram chance alguma para se explicar. Kristin, ou melhor, a senhora Mercer, apenas abriu a porta para pegar os pertencem de Sutton, sua bolsa e seu casaco, e lhe dizer impropérios em frente à imprensa. Ela não conseguiu pensar em nenhum outro lugar para ir além da casa de Ethan Landly. Se não fosse pelo policial Corcoran ela nem mesmo teria como ir para lá.

Mas a tragédia não acabou aí, ir à escola e ser tocada pela diretora Ambrose foi ainda mais humilhante, ela havia despedaçado ainda mais a alma da pobre Emma. E para fechar com chave de ouro, Madeline e Charlote agiram como duas vadias, não lhe dando chance alguma de se explicar. Emma não queria que as coisas tivessem acontecido assim, ela só queria reencontrar sua irmã, se sentir parte de uma família, ter amigos e um lar, mas tudo se saiu terrivelmente errado.

Já faziam alguns dias em que ela estava na casa dos Landly, saindo apenas disfarçada e perdendo seu dia todo escondida das janelas. Mas naquele dia, quando Concoran voltou com Ethan para casa e ela o recebeu a porta com o coração na mão, era a hora certa para ele admitir as coisas para ela. Emma merecia a verdade e merecia que ele a contasse, não Quinlan ou a imprensa. Ela merecia saber dele, fossem as consequências quais fossem.

Ethan a acompanhou até seu próprio quarto, dizendo que eles tinham algo sério para conversar. Havia tensão e tristeza em sua voz, e o coração de Emma estava extremamente apertado quando eles se sentaram frente a frente na beirada da cama.

- Emma – ele disse suspirando e encarando suas mãos depois – eu te amo, mas acho que você terá todos os motivos do mundo para me deixar depois dessa noite.

- Ethan, pare com isso – ela disse tristemente. – Nada do que você faça vai me afastar de você. O que o Quinlan te fez falar? Ele te coagiu? Te faz dizer que eu matei Sutton? – sua voz beirava um leve toque de desespero mesmo que ela tentasse tão arduamente esconder, e ele percebeu e a encarou por alguns minutos antes de focalizar o chão em vergonha.

- Eu fui até Quinlan falar a verdade, Emma. Eu tenho mentido para você por tanto tempo...

Ela franziu a testa, mesmo que ele não a encarasse, e sua mão se soltou da dele. Ethan percebeu e não relutou com sua atitude, ele acreditava que estava merecendo o que devia de qualquer forma. Ele suspirou e continuou, antes que ela fugisse dali.

- Anos atrás eu fui internado sim, mas eu menti os motivos e Nisha os conhecia...

- Ethan, olha pra mim – ela disse se sentando de frente a ele e pegando seu rosto com as mãos – não vamos falar disso, ok? Eu sei que você está chateado, mas eu não estou bem agora, eu posso ser presa a qualquer momento pela morte de Sutton... Eu...

- Ela está viva – ele a cortou sutilmente, quase como um sussurro, mas o suficiente para ela travar por alguns instantes.

- Vi-viva? Como assim? Aonde? Ethan! – ela gritou desesperada pelas informações que não vinham.

- Quando eu fui internado anos atrás eu fiz amizade com um médico. Naquela noite, quando ela estava no Cânon, eu estava vendo as estrelas quando vi Laurel passar com o carro aqui na frente... Eu...

- Ethan – ela disse firme. – Porque escondeu isso de mim?

- Apenas me deixe confessar, por favor, depois você tem o direito de me odiar por toda a vida, mas agora, apenas me escute, ok? – ele pediu tristemente e Emma se conteve.

- Ok, eu vou escutar... – ela tentou parecer firme, mesmo que tremesse internamente como uma gelatina. – Continue, por favor.

- Quando Laurel entrou no Cânon eu a segui com a luneta, aquilo era estranho demais e depois daquela brincadeira comigo há anos atrás eu aprendi a temê-las. Todas essas meninas do Jogo da Mentira sempre me deixaram com o pé atrás. Você imagina, não? – ele a olhou suplicante.

- Sim – ela se limitou a responder, e vendo que ela não falaria mais nada, ele continuou.

- Eu vi quando ela chegou até Thayer, e depois quando passaram aqui na frente de novo, a caminho do hospital. Algo me fez voltar a olhar para o lugar em que Laurel o havia encontrado, mesmo que não fosse para ter nada lá. Foi quando eu vi sua irmã. Ela estava lá e eu pensei em ir até ela... Mas ela encontrou seu pai, saiu com ele, e depois... bem e depois ela estava falando com Becky – ele suspirou novamente. – E eu sabia que ela sempre se sentiu a adotada, a excluída, a solitária, mesmo por baixo daquela pose de poder.

Emma concordou, tentando segurar o choro, levantando o olhar para que as lágrimas não escorrerem. Ela havia levado quatro meses para descobrir isso e quase havia sido presa, quando, na verdade, Ethan poderia tê-la contado de cara e evitado todo esse sofrimento.
 Aquilo doía muito, pois ela o amava e confiava nele. Mas ela havia prometido que o ouviria, então tentou encará-lo firmemente e pedir para que prosseguisse.

- Há algo mais que você sempre soube, Ethan? – doía para ele olhar Emma tão dura assim, mas ele imaginava que merecesse, então concordou com a cabeça e prosseguiu.

- Eu a observei por um longo tempo, até que vi Garrett com ela. Ele estava alterado, como de costume, é claro... E eu acabei deixando minhas coisas na varanda e correndo para lá. Mas eu não fui rápido o bastante para chegar até eles enquanto brigavam. Quando eu cheguei lá Sutton estava sozinha e chorava, e aquilo acabou comigo.

Emma abraçou seu próprio corpo, esperando pelo pior. Ela queria pedir para que ele continuasse, por um lado, mas por outro tinha medo do que poderia ouvir. Ethan percebeu isso e continuou, ele precisava contar tudo a ela, devia ser honesto pelo menos agora.
Ethan poderia perdê-la, mas Emma era tudo que ele sempre sonhou e não queria esconder nada dela. Ela era tudo o que ele sempre quis na vida, mas talvez não a merecesse. Ele havia prometido honestidade a ela, mas estava em falta há tanto tempo e precisava se corrigir.

- Antes de você chegar, Emma, eu era apaixonado pela Sutton – ele confessou, com um sorriso sem graça. – Eu e cada um dos meninos da Hollier High, é claro...

Emma fez uma careta em desaprovação e olhou para o outro lado do quarto, desgostosa. Ela cruzou seus braços em revolta e, por um momento, Ethan pensou em descruzá-los e faz-la sorrir com um beijo, mas ele precisava se explicar e tocá-la talvez a fizesse fugir sem ouvi-lo.

- Eu a encontrei no Cânion e ela desabafou. Ela falou sobre o péssimo dia que estava tendo, todas as decepções. Ela contou que Thayer estava na cidade com ela, se encontrando as escondidas, e que ele foi atropelado por alguém com o carro dela. Contou que o senhor Mercer na verdade era seu avô e que estava se encontrando com Becky por lá. Que ela, a mãe de vocês, a havia visto e que ela quase morreu em pânico antes de entender que estava sendo abraçada. Contou sobre descobrir que havia você...

Os olhos de Emma se voltaram a ele em emoção. Sutton sabia que ela existia, aonde quer que ela estivesse agora, ela sabia que Emma existia mesmo. Mas Ethan prosseguiu com coragem, antes que ela não o escutasse mais.

- E por fim, ela contou sobre Garrett. Ela parecia tão chateada, tão deslocada da personalidade má dela, que, levado pelo momento, eu acabei confessando que a amava. Mas ela não reagiu bem...

Emma o encarou, não havia mais sinais de lágrimas em seu olhar e ela não conseguia dizer nada, ela precisava que ele continuasse, mesmo com o medo crescente em seu interior. Ela precisava saber de tudo.

- Ela correu de mim, Enma, e ela caiu... Sutton se feriu gravemente e enquanto estava lúcida me pediu para ligar para a ambulância. Eu tive medo que Nisha ou qualquer um usasse o fato de eu ter sido internado no passado para dizer que eu a havia ferido. Aquilo foi um acidente, foi estúpido e totalmente sem querer, ela simplesmente entrou em pânico e fugiu. Eu estava desesperado e liguei para o médico que eu conhecia, ele mora aqui, mas o hospital era outra cidade. Eu achei que isso deixaria Nisha longe, que eu não seria apontado como culpado, eu tive tanto medo, Emma.

Emma suspirou, as lágrimas voltavam a querer escapar de seus olhos, mas Ethan estava tão perdido em sua narrativa que não pareceu notar. Era como se ele não visse mais nada, como se estivesse de volta aquela noite.

- Eles não demoraram para chegar no Cânon. O doutor trouxe uma ambulância e para médicos. Eu menti para ele, disse que achei uma garota lá, que não a conhecia. Ele me encarou incrédulo e me fez um milhão de perguntas, mas tudo o que eu queria era que levassem Sutton, que a acordassem de novo. Ela havia apagado enquanto esperava por eles e eu tremia só em pensar que poderia perdê-la. Eu tive que voltar a algumas sessões, e sempre dei a desculpa que era o tratamento de minha mãe por conta da vergonha que senti...

Emma estava dividida entre raiva e pena, ela queria pegar em sua mão e dizer que o entendia, que estava ali por ele, mas, por outro lado, ela estava furiosa por ele ter levado tudo as últimas consequências, por ter escondido tudo e quase ter deixado que a prendessem.

- Concoran está ali fora ainda – ele disse em um sussurro – ele vai nos levar até o hospital, com Quinlan. Eles não acreditam em mim e disseram que vão me prender se Sutton não estiver lá... Mas eu pedi que me deixassem explicar...

Emma se endireitou, pegou sua bolsa e estava a um passo da porta do quarto quando o remorso a tocou profundamente. Ela tinha medo de alguém que a ameaçava e ele era o único que a entendia, ela devia isso a ele. Ethan havia estado todo esse tempo com tanto medo como ela mesma, não era justo ela deixá-lo assim amargurado.

Ela voltou lentamente para perto dele, ele encarava suas mãos e o chão quando viu a mão dela estendida a sua frente e levantou o olhar. Ela sorriu entre lágrimas quando o chamou.

- Ethan, como eu disse, eu te amo. Por favor, venha comigo. Vamos até Sutton, vamos deixar que os Mercer saibam tudo. Juntos nós sairemos disso, ok? Faremos Quinlan investigar quem atropelou Thayer com o carro dela. Tudo vai se resolver, eu prometo.

Ela tentou soar da melhor forma que pode e pegou a mão dele, puxando-o docemente para um abraço. Os medos de Ethan começaram a se dissipar quando ela o beijou docemente.

- Vamos fazer as coisas se resolverem, ok? Você me deu uma nova esperança – ela disse tocando seu rosto, mas se fazendo de séria e seguida. – Só aprenda a nunca mais esconder nada de mim, ok?

Ele concordou com um sorriso tímido e não demorou para que eles saíssem pela porta da frente de encontro aos policiais. Emma finalmente veria sua irmã, que infelizmente poderia estar em coma, mas ela não sairia de perto dela até que ela acordasse. Ela amava Sutton e sabia que sua irmã sentiria o mesmo por ela.

Uma coisa ela tinha certeza: ninguém nunca mais poderia separá-las, a não ser elas mesmas. E ela fazia tudo a seu alcance para que ela acordasse, não importava o tempo em que ficaria ali ao seu lado.

* * * *

Se passaram duas semanas e a imprensa não parava de noticiar sobre o milagre do reaparecimento de Sutton. Laurel havia procurado Emma e se desculpado por seus pais, ela estava desviando dinheiro para que ela tivesse comida descente para si, enquanto Sutton não acordasse e resolvesse tudo.

O coração do senhor e da senhora Mercer estava amolecendo, de qualquer forma, ver a devoção de Emma com a irmã que nem conhecia era incrível. Ela lia para ela, mesmo que dissessem que Sutton talvez não pudesse ouvi-la. E ela contava todas as novidades da escola, passava a matéria que ela lia de Laurel e tentava explicá-la da melhor forma possível, mesmo que ela mesma estivesse sem ir.

O senhor Mercer havia transferido a filha para o hospital que trabalhava e passada a tensão inicial de que Ethan havia agido mal escondendo as coisas, ele estava maravilhado com Emma. Como um milagre, um mês depois das visitas diárias de Emma, Sutton abriu seus olhos.

As gêmeas choraram ao trocar um abraço e ela disse que teve um sonho de estar com Emma o tempo todo, como se ela fosse um fantasma pairando ao seu lado. Elas descobriram suas semelhanças e suas diferenças nos dias seguintes, e Sutton havia feito com que aceitassem Emma em casa e que acreditassem na inocência de Ethan.

Quinlan havia seguido com a investigação, mas não sabia dizer quem era o responsável pelo roubo do carro de Sutton, o atropelamento de Thayer ou o assassinato de Nisha. Tudo o que concluíram é que ela realmente deveria ter se matado após a morte de sua mãe e que nunca descobririam o culpado pelo atropelamento.

Mas Sutton sabia, ela acreditava que havia sido Becky por ver que Thayer e ela estavam fugindo, ela achava que a mãe interpretou que ele a iria fazer mau, e não queria que a prendessem nunca. Juntas, as gêmeas, queriam que Ted e Kristen aprendessem a aceitar a filha, e Lauren também queria sua irmã de volta.

Talvez, mesmo com toda essa tragédia em família, aquilo tudo tivesse vindo para bem e agora eles finalmente pudessem ser uma família feliz e completa de fato.




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