Aquela deveria ser a maior brincadeira de todas, com certeza!
Isso se ela não tivesse saído do controle em algum momento indefinido, certo?
Porque sim, aquilo estava fora de controle e ela se recusava a acreditar que
era real. “Se sempre brincaram comigo
quem garante que não estão fazendo de novo?”, era o que ela mais se
perguntava.
As coisas com Garrett
haviam sido tão traumáticas no Cânon e depois Sutton havia se deparado com
Ethan e acabou fugindo dele também. Ela não queria nenhum desses meninos,
estava farta dessa popularidade toda e só queria que todos soubessem que ela
amava Thayer. Sim, ela o amava profundamente, independente do que Madeline ou
Lauren dissessem.
Era com Thayer que ela sonhava, com ele que ela se
preocupava e por ele que iria para qualquer lugar. Tudo havia começado com uma
brincadeira do Jogo da Mentira contra o irmão de Mads, mas havia tomado outro
rumo. E sim, ela poderia gritar ao mundo tudo que o amava e iria provar!
Ela aceitava o desafio que fosse por uma chance de passar
um tempinho com ele e foi assim que acabou indo para o perigoso Cânon com ele
naquela fatídica noite.Pensar não era o forte para ela quando estava em meio
aos beijos daquele garoto ou quando ele a envolvia em seus braços. Isso ela tinha que admitir a si mesma, estar
com Thayer não a deixava sensata, mas a deixava feliz, leve e confortável o que
dava um sabor muito melhor a coisa toda.
Ela estava decidida a acabar com toda essa história de
namoro secreto no dia seguinte. As pessoas que aprendessem a viver com a nova
Sutton, oras! Afinal, ela mesma não via problema algum em estar com ele e quem
quer que achasse ruim que sofresse as consequências por si só.
Sutton havia corrido de Ethan tão loucamente após aquela
declaração de amor assustadora. Sim ela tremeu na base quando ele disse que
estava atrás de sua irmã gêmea dela como uma prova de amor e devoção a ela, isso
a assustou e a fez cair.
A verdade era que ela estava com medo, apavorada só de
pensar no desconhecido total: ter uma irmã idêntica a ela fisicamente, mas e
por dentro? Como ela poderia esperar que essa garota fosse? E se nada nela
correspondesse a seus sonhos da menina no espelho?
Era como se ela voltasse anos atrás em sua vida, quando
ela acreditava que Laurel era a filha preferida, a única com sangue Mercer, a
única amada. A frase ficava martelando em sua mente sem parar. O que Emma acharia dela?
Aliás, algo a incomodava ainda mais e era imaginar como
era Emma? O que ela acharia de suas atitudes? O que as meninas do Jogo da
Mentira achariam de existir uma outra pessoa igual a Sutton? Ela perderia a
realeza por ser igual à outra alguém? Justo ela que queria deixar sua marca
única no mundo, ela não era única, havia outra dela por aí.
Será que elas seriam vistas como as irmãs Fiorello? Gêmeas
que nunca eram vistas por sua individualidade e sim por estarem sempre juntas.
Ou as pessoas as diferenciariam pelas mínimas coisas só porque Sutton era a
garota mais popular da escola?
Por outro lado, ela imagina que Emma seria a sua
salvadora também. Ela se sentia tão sozinha, tão deslocada, e tinha que bancar
a auto confiante o tempo todo. Ela era a sua irmã gêmea, com certeza saberia
exatamente o que Sutton sentia.Elas poderiam desabafar uma com a outra, troar
confidencias apenas com um olhar e risinhos contidos. Elas teriam segredos só
delas e dividiriam o guarda-roupas, as maquiagens e ajudariam uma a arrumar o
cabelo da outra. “Mas Ethan tinha que ter
transformado aquilo em algo assustador!? Porque?”, era o que sua mente
gritava.
E então ela fugiu. Ela correu com todas as suas forças
até que veio ao chão. Sua cabeça latejava, o cheiro de sangue pairava no ar e
ela viu uma fratura na perna. Deus, aquela parte branca era mesmo seu osso
exposto e a porcaria do seu celular não funcionava? Ela não poderia morrer ali!
Não antes de contar ao mundo o como amava Thayer, não antes de conhecer sua
irmã, não antes de fazer um milhão de coisas que ela havia sonhado.
Quando Ethan a alcançou, seu rosto mostrava tristeza e
decepção. Ela havia fugido dele, quando ele só queria lhe dar a chance de
conhecer sua irmã. Ok, não era só isso. Ele também queria que ela o beijasse,
fosse louca por ele e o agradecesse por todo aquele esforço em encontrar
Emma... Mas isso ela não estava disposta a fazer.
Mesmo assim, todo o orgulho de Sutton Mercer foi engolido
quando ela o pediu para que ligasse para a emergência e lhe entregou seu
telefone. Ele pareceu vacilar por um instante, preso em tristeza e amargura
profunda, mas ele a ouviu, pegou o telefone de Sutton e sumiu por alguns
instantes.
Algo em sua mente dizia que talvez ele não voltasse, que
ele podia deixá-la ali para morrer por ter fugido dele, por ferir seus
sentimentos tão fortemente mais uma vez. E, claro, por ter dito que ele era
louco em um momento de raiva. Mas ela realmente não o conhecia bem, não sabia o
que esperar daquele menino tão tímido, tão retraído.
Quando ele voltou correndo e se sentou ao seu lado, ela
chorava, mesmo sem querer demonstrar sua fraqueza. O osso exposto e o corte na
cabeça eram fontes infindáveis de dor, sem contar os pontos coloridos que
cresciam cada vez mais em sua vista. O medo tomava conta dela cada vez mais,
mesmo que quisesse demonstrar força e não chorar.
Ela não queria admitir que era fraca, mas tudo estava
desaparecendo de sua vista e ela estava em pânico. Porém, todos os detalhes do
que aconteceu depois disso naquela noite ficaram suspensos no ar por um bom
tempo...
* * * * *
Quatro meses
depois...
Emma estava desesperada, essa era a verdade. Sua situação
não era nada boa e ela não via caminho para se inocentar. Se passar por Sutton
era uma coisa, ser pega na mentira foi terrível, mas o pior de tudo era que passar
pelo interrogatório de Quinlan, era ter sido tocada feito um cachorro da casa
de sua família...
Eles não a ouviram, não lhe deram chance alguma para se
explicar. Kristin, ou melhor, a senhora Mercer, apenas abriu a porta para pegar
os pertencem de Sutton, sua bolsa e seu casaco, e lhe dizer impropérios em
frente à imprensa. Ela não conseguiu pensar em nenhum outro lugar para ir além
da casa de Ethan Landly. Se não fosse pelo policial Corcoran ela nem mesmo
teria como ir para lá.
Mas a tragédia não acabou aí, ir à escola e ser tocada
pela diretora Ambrose foi ainda mais humilhante, ela havia despedaçado ainda
mais a alma da pobre Emma. E para fechar com chave de ouro, Madeline e Charlote
agiram como duas vadias, não lhe dando chance alguma de se explicar. Emma não
queria que as coisas tivessem acontecido assim, ela só queria reencontrar sua
irmã, se sentir parte de uma família, ter amigos e um lar, mas tudo se saiu
terrivelmente errado.
Já faziam alguns dias em que ela estava na casa dos
Landly, saindo apenas disfarçada e perdendo seu dia todo escondida das janelas.
Mas naquele dia, quando Concoran voltou com Ethan para casa e ela o recebeu a
porta com o coração na mão, era a hora certa para ele admitir as coisas para
ela. Emma merecia a verdade e merecia que ele a contasse, não Quinlan ou a
imprensa. Ela merecia saber dele, fossem as consequências quais fossem.
Ethan a acompanhou até seu próprio quarto, dizendo que
eles tinham algo sério para conversar. Havia tensão e tristeza em sua voz, e o
coração de Emma estava extremamente apertado quando eles se sentaram frente a
frente na beirada da cama.
- Emma – ele disse suspirando e encarando suas mãos
depois – eu te amo, mas acho que você terá todos os motivos do mundo para me
deixar depois dessa noite.
- Ethan, pare com isso – ela disse tristemente. – Nada do
que você faça vai me afastar de você. O que o Quinlan te fez falar? Ele te
coagiu? Te faz dizer que eu matei Sutton? – sua voz beirava um leve toque de
desespero mesmo que ela tentasse tão arduamente esconder, e ele percebeu e a
encarou por alguns minutos antes de focalizar o chão em vergonha.
- Eu fui até Quinlan falar a verdade, Emma. Eu tenho
mentido para você por tanto tempo...
Ela franziu a testa, mesmo que ele não a encarasse, e sua
mão se soltou da dele. Ethan percebeu e não relutou com sua atitude, ele
acreditava que estava merecendo o que devia de qualquer forma. Ele suspirou e
continuou, antes que ela fugisse dali.
- Anos atrás eu fui internado sim, mas eu menti os
motivos e Nisha os conhecia...
- Ethan, olha pra mim – ela disse se sentando de frente a
ele e pegando seu rosto com as mãos – não vamos falar disso, ok? Eu sei que
você está chateado, mas eu não estou bem agora, eu posso ser presa a qualquer
momento pela morte de Sutton... Eu...
- Ela está viva – ele a cortou sutilmente, quase como um
sussurro, mas o suficiente para ela travar por alguns instantes.
- Vi-viva? Como assim? Aonde? Ethan! – ela gritou
desesperada pelas informações que não vinham.
- Quando eu fui internado anos atrás eu fiz amizade com
um médico. Naquela noite, quando ela estava no Cânon, eu estava vendo as
estrelas quando vi Laurel passar com o carro aqui na frente... Eu...
- Ethan – ela disse firme. – Porque escondeu isso de mim?
- Apenas me deixe confessar, por favor, depois você tem o
direito de me odiar por toda a vida, mas agora, apenas me escute, ok? – ele
pediu tristemente e Emma se conteve.
- Ok, eu vou escutar... – ela tentou parecer firme, mesmo
que tremesse internamente como uma gelatina. – Continue, por favor.
- Quando Laurel entrou no Cânon eu a segui com a luneta,
aquilo era estranho demais e depois daquela brincadeira comigo há anos atrás eu
aprendi a temê-las. Todas essas meninas do Jogo da Mentira sempre me deixaram
com o pé atrás. Você imagina, não? – ele a olhou suplicante.
- Sim – ela se limitou a responder, e vendo que ela não
falaria mais nada, ele continuou.
- Eu vi quando ela chegou até Thayer, e depois quando
passaram aqui na frente de novo, a caminho do hospital. Algo me fez voltar a
olhar para o lugar em que Laurel o havia encontrado, mesmo que não fosse para
ter nada lá. Foi quando eu vi sua irmã. Ela estava lá e eu pensei em ir até ela...
Mas ela encontrou seu pai, saiu com ele, e depois... bem e depois ela estava
falando com Becky – ele suspirou novamente. – E eu sabia que ela sempre se
sentiu a adotada, a excluída, a solitária, mesmo por baixo daquela pose de
poder.
Emma concordou, tentando segurar o choro, levantando o
olhar para que as lágrimas não escorrerem. Ela havia levado quatro meses para
descobrir isso e quase havia sido presa, quando, na verdade, Ethan poderia tê-la
contado de cara e evitado todo esse sofrimento.
Aquilo doía muito,
pois ela o amava e confiava nele. Mas ela havia prometido que o ouviria, então
tentou encará-lo firmemente e pedir para que prosseguisse.
- Há algo mais que você sempre soube, Ethan? – doía para
ele olhar Emma tão dura assim, mas ele imaginava que merecesse, então concordou
com a cabeça e prosseguiu.
- Eu a observei por um longo tempo, até que vi Garrett
com ela. Ele estava alterado, como de costume, é claro... E eu acabei deixando
minhas coisas na varanda e correndo para lá. Mas eu não fui rápido o bastante
para chegar até eles enquanto brigavam. Quando eu cheguei lá Sutton estava
sozinha e chorava, e aquilo acabou comigo.
Emma abraçou seu próprio corpo, esperando pelo pior. Ela
queria pedir para que ele continuasse, por um lado, mas por outro tinha medo do
que poderia ouvir. Ethan percebeu isso e continuou, ele precisava contar tudo a
ela, devia ser honesto pelo menos agora.
Ethan poderia perdê-la, mas Emma era tudo que ele sempre
sonhou e não queria esconder nada dela. Ela era tudo o que ele sempre quis na
vida, mas talvez não a merecesse. Ele havia prometido honestidade a ela, mas
estava em falta há tanto tempo e precisava se corrigir.
- Antes de você chegar, Emma, eu era apaixonado pela
Sutton – ele confessou, com um sorriso sem graça. – Eu e cada um dos meninos da
Hollier High, é claro...
Emma fez uma careta em desaprovação e olhou para o outro
lado do quarto, desgostosa. Ela cruzou seus braços em revolta e, por um momento,
Ethan pensou em descruzá-los e faz-la sorrir com um beijo, mas ele precisava se
explicar e tocá-la talvez a fizesse fugir sem ouvi-lo.
- Eu a encontrei no Cânion e ela desabafou. Ela falou
sobre o péssimo dia que estava tendo, todas as decepções. Ela contou que Thayer
estava na cidade com ela, se encontrando as escondidas, e que ele foi
atropelado por alguém com o carro dela. Contou que o senhor Mercer na verdade
era seu avô e que estava se encontrando com Becky por lá. Que ela, a mãe de
vocês, a havia visto e que ela quase morreu em pânico antes de entender que
estava sendo abraçada. Contou sobre descobrir que havia você...
Os olhos de Emma se voltaram a ele em emoção. Sutton
sabia que ela existia, aonde quer que ela estivesse agora, ela sabia que Emma
existia mesmo. Mas Ethan prosseguiu com coragem, antes que ela não o escutasse
mais.
- E por fim, ela contou sobre Garrett. Ela parecia tão
chateada, tão deslocada da personalidade má dela, que, levado pelo momento, eu
acabei confessando que a amava. Mas ela não reagiu bem...
Emma o encarou, não havia mais sinais de lágrimas em seu
olhar e ela não conseguia dizer nada, ela precisava que ele continuasse, mesmo
com o medo crescente em seu interior. Ela precisava saber de tudo.
- Ela correu de mim, Enma, e ela caiu... Sutton se feriu
gravemente e enquanto estava lúcida me pediu para ligar para a ambulância. Eu
tive medo que Nisha ou qualquer um usasse o fato de eu ter sido internado no
passado para dizer que eu a havia ferido. Aquilo foi um acidente, foi estúpido
e totalmente sem querer, ela simplesmente entrou em pânico e fugiu. Eu estava
desesperado e liguei para o médico que eu conhecia, ele mora aqui, mas o
hospital era outra cidade. Eu achei que isso deixaria Nisha longe, que eu não
seria apontado como culpado, eu tive tanto medo, Emma.
Emma suspirou, as lágrimas voltavam a querer escapar de
seus olhos, mas Ethan estava tão perdido em sua narrativa que não pareceu
notar. Era como se ele não visse mais nada, como se estivesse de volta aquela
noite.
- Eles não demoraram para chegar no Cânon. O doutor
trouxe uma ambulância e para médicos. Eu menti para ele, disse que achei uma
garota lá, que não a conhecia. Ele me encarou incrédulo e me fez um milhão de
perguntas, mas tudo o que eu queria era que levassem Sutton, que a acordassem
de novo. Ela havia apagado enquanto esperava por eles e eu tremia só em pensar
que poderia perdê-la. Eu tive que voltar a algumas sessões, e sempre dei a
desculpa que era o tratamento de minha mãe por conta da vergonha que senti...
Emma estava dividida entre raiva e pena, ela queria pegar
em sua mão e dizer que o entendia, que estava ali por ele, mas, por outro lado,
ela estava furiosa por ele ter levado tudo as últimas consequências, por ter
escondido tudo e quase ter deixado que a prendessem.
- Concoran está ali fora ainda – ele disse em um sussurro
– ele vai nos levar até o hospital, com Quinlan. Eles não acreditam em mim e
disseram que vão me prender se Sutton não estiver lá... Mas eu pedi que me
deixassem explicar...
Emma se endireitou, pegou sua bolsa e estava a um passo
da porta do quarto quando o remorso a tocou profundamente. Ela tinha medo de
alguém que a ameaçava e ele era o único que a entendia, ela devia isso a ele.
Ethan havia estado todo esse tempo com tanto medo como ela mesma, não era justo
ela deixá-lo assim amargurado.
Ela voltou lentamente para perto dele, ele encarava suas
mãos e o chão quando viu a mão dela estendida a sua frente e levantou o olhar.
Ela sorriu entre lágrimas quando o chamou.
- Ethan, como eu disse, eu te amo. Por favor, venha
comigo. Vamos até Sutton, vamos deixar que os Mercer saibam tudo. Juntos nós
sairemos disso, ok? Faremos Quinlan investigar quem atropelou Thayer com o
carro dela. Tudo vai se resolver, eu prometo.
Ela tentou soar da melhor forma que pode e pegou a mão
dele, puxando-o docemente para um abraço. Os medos de Ethan começaram a se
dissipar quando ela o beijou docemente.
- Vamos fazer as coisas se resolverem, ok? Você me deu
uma nova esperança – ela disse tocando seu rosto, mas se fazendo de séria e
seguida. – Só aprenda a nunca mais esconder nada de mim, ok?
Ele concordou com um sorriso tímido e não demorou para
que eles saíssem pela porta da frente de encontro aos policiais. Emma
finalmente veria sua irmã, que infelizmente poderia estar em coma, mas ela não
sairia de perto dela até que ela acordasse. Ela amava Sutton e sabia que sua
irmã sentiria o mesmo por ela.
Uma coisa ela tinha certeza: ninguém nunca mais poderia
separá-las, a não ser elas mesmas. E ela fazia tudo a seu alcance para que ela
acordasse, não importava o tempo em que ficaria ali ao seu lado.
* * * *
Se passaram duas semanas e a imprensa não parava de
noticiar sobre o milagre do reaparecimento de Sutton. Laurel havia procurado
Emma e se desculpado por seus pais, ela estava desviando dinheiro para que ela
tivesse comida descente para si, enquanto Sutton não acordasse e resolvesse
tudo.
O coração do senhor e da senhora Mercer estava
amolecendo, de qualquer forma, ver a devoção de Emma com a irmã que nem
conhecia era incrível. Ela lia para ela, mesmo que dissessem que Sutton talvez
não pudesse ouvi-la. E ela contava todas as novidades da escola, passava a matéria
que ela lia de Laurel e tentava explicá-la da melhor forma possível, mesmo que
ela mesma estivesse sem ir.
O senhor Mercer havia transferido a filha para o hospital
que trabalhava e passada a tensão inicial de que Ethan havia agido mal
escondendo as coisas, ele estava maravilhado com Emma. Como um milagre, um mês
depois das visitas diárias de Emma, Sutton abriu seus olhos.
As gêmeas choraram ao trocar um abraço e ela disse que
teve um sonho de estar com Emma o tempo todo, como se ela fosse um fantasma
pairando ao seu lado. Elas descobriram suas semelhanças e suas diferenças nos
dias seguintes, e Sutton havia feito com que aceitassem Emma em casa e que
acreditassem na inocência de Ethan.
Quinlan havia seguido com a investigação, mas não sabia
dizer quem era o responsável pelo roubo do carro de Sutton, o atropelamento de
Thayer ou o assassinato de Nisha. Tudo o que concluíram é que ela realmente
deveria ter se matado após a morte de sua mãe e que nunca descobririam o
culpado pelo atropelamento.
Mas Sutton sabia, ela acreditava que havia sido Becky por
ver que Thayer e ela estavam fugindo, ela achava que a mãe interpretou que ele
a iria fazer mau, e não queria que a prendessem nunca. Juntas, as gêmeas,
queriam que Ted e Kristen aprendessem a aceitar a filha, e Lauren também queria
sua irmã de volta.



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Oiiie pessoal!
Esse blog possui diversas fics de séries, livros, desenhos, jogos, etc.
Com uma variedade tão grande nós precisamos saber como vocês chegaram até ele e o que gostaram de ler para continuar escrevendo fics desse fandom.
Então, por favor, deixem-nos um comentários do que leram e o que acharam, ok?
Vocês também podem sugerir o que gostariam de ler e tentaremos atender ao pedido ;D