9 de jul. de 2014

One Shot: Tudo Que Vai... Volta!



Sherlock olhava pela janela, pareia estar totalmente absorto em um assunto extremamente importante, isso fez com que John ficasse em silêncio após passar pela porta de entrada ao lado de Mary.

A loira pensou em perguntar algo, mas John apenas indicou o sofá para ela com a cabeça, um pequeno pedido silencioso para que ela deixasse o detetive terminar o que quer que estivesse pensando, antes de notá-los.

Quando Mary já estava sentada e abraçada a uma almofada, John estava a ponto de sentar-se ao lado dela quando Sherlock os encarou. Não havia surpresa no rosto do detetive ao vê-los, mas ele parecia frustrado.

- Temos problemas John – foram as primeiras palavras dele, carregadas de frustração.

- Problemas? – John perguntou em um sussurro.

- Aliás, Mary – o detetive se virou para a senhora Watson – vocês viram alguém suspeito no caminho? Talvez uma figura que parecesse deslocada demais?

A loira pensou um pouco, mas sua expressão mostrava claramente que não se lembrava de nada em especial. Sherlock estava quase desistindo quando ela pareceu se lembrar subitamente de algo que a havia chamado a atenção sim.

- Para ser sincera, lembro de ter comentando com John que era estranho um soldado real andando pela Baker...

Sherlock bateu com o punho em cima do encosto da poltrona mais próxima e estava quase correndo até seu sobretudo sem dar mais explicações para o amigo, quando a loira completou.

- Mas ele entrou em um táxi, deve estar muito longe... E, bem, isso faz um tempinho, afinal você sabe que desse jeito que estou eu não posso correr – ela apontou para a própria barriguinha de grávida, que cada vez parecia maior.

Sherlock caiu como uma pedra em sua poltrona, bagunçando os cabelos em frustração, enquanto John tentava achar a melhor forma de auxiliar o amigo, antes que ele surtasse.

- O que exatamente está acontecendo, Sherlock?

- Algo grave, John, muito grave... – ele diz enigmaticamente.

- Quer que eu vá embora? – a loira pergunta ressentida, ma John segura a mão dela carinhosamente e faz que não com a cabeça.

- Onde quer que você vá, não irá sozinha – ele sorriu ao dizer aquilo e Mary ficou levemente envergonhada, mas Sherlock rolou os olhos em desgosto.

- O mundo caindo e vocês paquerando... Eu mereço, não?

- Diga logo do que se trata então, Sherlock. Mary não pode passar nervoso.

- Então ela deveria manter distância de você...e de mim – ele completa ao jogar um papel na direção de John.

- O que é isso? – o médico pergunta intrigado, mas Sherlock nada responde. John percebe o selo de cera que fechava o envelope e parece congelado.

- Sim, John, é o selo real – Sherlock responde a pergunta muda do amigo.

Mary logo tira a carta das mãos do marido e abre curiosa, mas franze a testa após ler e passa o papel para um John confuso.

- “Ela sabe; ele logo saberá. 6 PM, Paris Road.” – o médico lê a curiosa frase em voz alta, mas também não parece ter entendido nada. – O que é isso afinal?

- Não o culpo, John. Tão pouco eu entendo o que a mensagem quer dizer. Embora tenha certeza de que é um ponto de encontro para algo... – ele disse unindo os dedos e parecendo profundamente pensativo.

- Seria um anagrama? – Mary questiona intrigada.

- Talvez... – Sherlock concorda. – Mas não me parece levar a algo bom no final... E, de qualquer forma, não é algo que eu possa evitar me envolver.

* * * * *

No Diógenes’s Club, Mycroft encarava uma carta idêntica a que Sherlock havia recebido.  Os dizeres também eram o mesmo, bem como o selo de cera real, somente o destinatário era diferente.

O Holmes mais velho estava intrigado, mas não havia conversado com o irmão sobre a mensagem. Sob a ótica de Mycroft,ele acreditava que a mensagem deveria ser mantida em sigilo absoluto. Não convinha comentar sobre ela com ninguém, muito menos com o irmão. Já que ela aparentava ser somente parte do seu trabalho habitual para o governo inglês, aos seus olhos.

Ele encarou o papel por algum tempo e sabia analisá-lo minuciosamente, tendo certeza de que a procedência do papel era real.

Em sua mente, aquelas palavras com certeza compunham algum tipo de anagrama, um código, ou uma mensagem obscura, escrita cautelosamente daquela forma para evitar que caísse em mãos erradas e decifrada.

Mycroft olhou em seu relógio de bolso, verificando que à hora do chá estava próxima. E se a hora do chá ainda não havia passado, ele sabia que até as 6 horas muitas águas poderiam rolar. No final, ele sabia que deveria ser paciente e esperar.

Afinal, se a rainha, ou alguém muito próximo a Vossa Majestade, havia se dado ao trabalho de mandar um representante da Guarda Real até o Diógenes, não havia dúvidas para ele de que aquilo era uma obrigação para que ele estivesse lá no horário, não um simples convite social.

Ele sabia muito bem que não era interessante conjecturar e levantar hipóteses antes de analisar os fatos por si, então contentou-se com a chegada de seu chá da tarde - devidamente acompanhado por duas generosas fatias de bolo de laranja e gengibre - e tentou não pensar mais naquilo até a hora de partir.

* * * * *

Anthea era uma garota ocupada, embora parecesse para as pessoas de fora que ela não passava de uma mocinha que não se desgrudava de seu telefone. A garota tinha um sorriso encantador em seus lábios e sempre estava vestida impecavelmente. Todos os membros do Parlamento Inglês, Lordes ou comuns, não conseguiam desviar o olhar ou não lhe dar “bom dia” quando ela passava.

Para todos os efeitos ela era apenas uma secretária pessoal que alguma figura do Parlamento, mas, como era típico de ingleses, ninguém nunca a havia questionado “de quem ela era secretária”.

Ela estava a ponto de entrar no elevador, após percorrer um grande corredor emoldurado com madeira nobre envernizada, rodeado de lustres e candelabros, colocados em pontos estratégicos para dar um ar ainda maior de nobreza e auxiliar com a decoração.

Daquele elevador de uso privativo, que levava a um andar com acesso extremamente restrito, para frente, era como se ela fosse para um outro lugar, um onde o luxo dava lugar a tecnologia e os telefones nunca tocavam, apenas soavam mensagens com o que ela deveria fazer.

Anthea estava a ponto de fechar a porta do elevador quando um Guarda Real apareceu esbaforido, correndo até ela para lhe entregar uma carta. A situação atípica a fez segurar a porta do elevador e esperá-lo.

A garota sorriu em agradecimento a ele após pegar o envelope, que certamente seria para Mycroft Holmes, e após se despedir deixou que a porta fechasse.

Ela olhou para a câmera no teto e arrumou seu cabelo em uma das paredes de espelho.Quando a porta se abriu no local desejado, um que era ativado apenas com a presença das pessoas certas e não possuía um botão, Anthea notou que seu nome estava no envelope.
Ela havia apenas visto ele pelo reflexo, mas por não acreditar no que seus olhos viam, ela pegou-o e conferiu mais uma vez. O tipo de papel e o selo real, feito com cera e o emblema da Rainha, a fez levar a mão na boca enquanto deixava o elevador.

Ela não era acostumada a receber cartas da coroa, aliás, para ela, havia a cresça de que ninguém na Família Real soubesse de sua existência. Aquela carta era a prova inversa disso, e Anthea não conseguiu se segurar no lugar, à curiosidade a fez correr a sua mesa e abri-la cautelosamente.

Com os olhos ela leu a mensagem e franziu a testa na sequência, tentando entender o que aquelas palavras realmente significavam.

- “Ela sabe; ele logo saberá. 6 PM, Paris Road.” – ela voltou a ler, agora em voz baixa, temendo que alguém por perto pudesse ouvi-la. – Mas que diabos??? – completa, sentindo toda a excitação que sentira ao receber o envelope ir por água baixo.

No momento seguinte, as acusações de Jasper, o cunhado de Mycroft, voltaram à sua mente, fazendo-a se questionar se o rapaz teria mesmo levado aquilo adiante e feito uma queixa formal na Embaixada da Suíça. Se esse fosse o caso, e ele tivesse chegado ao conhecimento da Rainha, Anthea sabia que poderia estar numa bela enrascada agora.

Na tentativa de clarear seus pensamentos, a garota se esforçou para normalizar a própria respiração. Alguns minutos depois, ela se via encarando aquela mensagem mais uma vez, seu cérebro trabalhando para chegar a alguma outra conclusão, fosse ela qual fosse.

"Pode ser algum anagrama" - ela murmura consigo - "ou talvez apenas mais um dos trabalhos inusitados que o Sr. Holmes precisa que eu faça. Mas por que então usar um mensageiro Real ao invés do telefone irrastreável pelo qual sempre nos comunicamos?" - completa pensativa, roendo a tampa de uma caneta sem nem mesmo perceber.

Anthea até pensou em ligar para Mycroft para se certificar, mas desistiu assim que destravou a tela do celular. Afinal, se ele havia usado uma forma de comunicação impressa, era porque o telefone não estava em condições de uso. Levemente frustrada, apanhou suas coisas e se dirigiu novamente ao elevador, disposta a descobrir o que aquela mensagem queria dizer realmente.

* * * * *

Molly estava chateada, fazia dias que ela andava como uma sombra pelo Hospital St. Barts. Ela não sabia explicar ao certo o que a chateava, só sabia que não estava bem, algo no fundo de sua alma não estava no lugar certo, mas sua mente não ajudava a achar o que era.

Ela suspirou tristemente enquanto pegava um pouco de café na garrafa térmica da cozinha do hospital. Não havia quase ninguém por lá, fora uma dupla de enfermeiras fofoqueiras na qual ela não gostaria de ser vista junta.

Molly pegou seu copo e saiu da cozinha, quase trombando com um moço que passava por ali apressado. Quando o susto de quase ter sujado alguém passou, ela ficou branca ao ver o uniforme que ele vestia: vermelho, preto e um chapéu engraçado "Merda! Ele trabalha no Palácio da Rainha! Eu poderia ser presa, não?!"

- Mil perdões! Eu não o vi, me desculpe! A culpa foi minha - ela dizia desesperada, tremendo por dentro e por fora que aquele descuido tivesse consequências ruins.

"Mantenha sua cabeça no lugar Molly, pelo amor de Deus!", ela se revoltava mentalmente. "Imagine o que Sherlock diria se...", mas ela cortou sua linha de raciocínio quando o rapaz falou com ela.

- Molly Hooper é você? - ele perguntou e ela pareceu surpresa, mas ele apontou para o crachá dela e ela ficou levemente corada.

- Sim... - ela respondeu sem graça, baixando o olhar.

- Eu tinha que lhe entregar isso, senhorita - ele lhe deu um envelope e logo começou a andar.

Molly estava atônita, ele nem ao menos havia dito "tchau" e parecia ter muita pressa. Ela pegou o envelope, segurou seu copo com muito cuidado e andou apressada para seu canto.

Ela se questionava mentalmente se Sherlock havia aprontado algo e ela estava sendo chamada para ajudá-lo, quando abriu o envelope descuidadamente e leu a mensagem.

- Mas, hein? Quem sabe o que? - ela coçou a cabeça e voltou a olhar o nome do destinatário. - Será que isso era pra mim mesma?

Ela virou o envelope algumas vezes, tentando se certificar de que não havia mais nenhum outro nome ali. Talvez alguém quisesse que ela entregasse a carta a Sherlock, não? Foi o que sua mente tentou alegar.

- Mas aí entregariam para o John, não é?

Ela deu de ombros, disposta a não pensar mais naquilo. Mas o endereço vinha da rainha, e ela sabia que não poderia deixar as coisas assim, sem explicação.

Molly tentou voltar a seu microscópio, tentou ignorar todas as coisas e focar-se na ideia de que aquilo era um equivoco. Mas ela não conseguia, não podia deixar aquilo sem solução.

- Bem, não custa eu levar essa carta de volta, não? Assim posso explicar que foi uma confusão, não é?

Ela tenta se justificar a si mesma, enquanto pegava seu casaco e saia correndo pela porta.

* * * * *

Longe dali, Alice aproveitava à tarde num Café de aparência bastante acolhedora. Tivera de insistir muito para que Jasper a acompanhasse no chá da tarde, já que o marido queria passar à tarde na companhia dos pais dela, mas ali estavam eles.

Ao ouvir o som de uma melodia suave, a garota apanhou o celular em sua bolsa e não pode conter um sorriso ao ler a mensagem que acabara de chegar:

"Está tudo correndo conforme combinamos, Ally. Logo mais poderá assistir ao show de camarote! Beijos, K."

- Por que esse sorriso, querida? - Jasper indaga, curioso.

- Apenas notícias de uma velha colega do internato. Ela mandou um beijo - Alice responde com um sorriso, mal conseguindo esconder a excitação que a dominava.

Alice tinha uma plena visão do lado de fora do café, mesmo que quem estivesse lá fora não pudesse vê-la. Ela parecia mesmo muito carente para Jasper, já que pediu a ele que sentasse ao seu lado, e não a sua frente.

Porém, não demorou para que ele fosse a pessoa a notar que Anthea, a sequestadora dele, estava parada do outro lado da rua. Jasper ia levantar e apontar para lá, mas Alice segurou a perna dele e sussurrou sutilmente:

- Eu vi, amor. Por favor, fique aqui ao meu lado e observe, sim?

Anthea olhou para os lados da rua e para seu relógio, nesse instante uma moça de cabelos lisos, castanhos, e com roupas de gosto um tanto “diferentes” chegou ali também, olhou para o endereço e encarou Anthea, que parecia nem se dar ao trabalho de notá-la.

- Aquela ali eu não conheço... – Jasper sussurrou, como se alguém pudesse ouvi-lo do outro lado da rua.

- É Molly Hooper – Alice respondeu.

- E isso quer dizer?

- Paciência, meu amor, paciência.

Molly olhou para os lados, respirou fundo e deu um passo até Anthea, ela estava a ponto de tocar o ombro da garota quando ouviu a voz que conseguia fazê-la congelar de felicidade e medo ao mesmo tempo.

- Molly? O que faz aqui? – sim, aquele era Sherlock, e Molly estava levemente vermelha com aquilo, ainda mais quando a própria Anthea também parecia ter ouvido-o falar e virado também.

- Sr Holmes? – Anthea foi mais rápida ao dizer, mas outra pessoa com o mesmo título respondeu aquela pergunta.

- E esse seria eu, Anthea? – logo os três a encaravam e Mycroft aproveitou para estender sua pergunta a todos. – O que fazem aqui?

- Sigo uma pista – Sherlock respondeu sutilmente.

- Uma convocação... – Anthea respondeu incerta.

- Eu só vim trazer um papel que me entregaram errado – Molly disse ao dar de ombros.

A legista tirou um envelope do casaco e logo os três arregalaram seus olhos. Sherlock estava a ponto de pegar o papel dela, mas Mycroft, que estava mais perto, pegou-o e enfiou em seu bolso.

- Agradeço a preocupação, mas isso é um assunto particular.

- Isso era meu, Mycroft – Sherlock respondeu levemente zangado.- Como conseguiu isso Molly?

- Bem, foi um... – ela ia começar a dizer, mas olhou para Mycroft e Anthea e não conseguiu dizer mais nada, ela não queria expor aquela história a eles. “Talvez só Sherlock devesse saber”, sua mente dizia.

Sherlock abriu passagem entre o irmão e Anthea e pegou a mão de Molly.

- Molly, como conseguiu isso? Consegue me dizer?

- Sim... Foi o...

- Ah vocês estão aí! – uma figurinha vestindo um terno elegante e impecável falou com eles, caminhando apressadamente. – O clima não está tão favorável aqui fora para uma conversa, porque não entram?

Todos tentaram fazer que não com a cabeça, mas logo o garçom estava tirando o casaco de Anthea e pegando o guarda-chuva de Mycroft, ele até tentou fazer com que Sherlock tirasse seu sobretudo, mas foi em vão. O eu, claro, não impediu que o garçom empurrasse o detetive e a legista para dentro também.

-Acredito que haja um equivoco, senhor – Mycroft tentou pará-lo, mas o garçom era uma figura bem decidida.

- Equivoco algum senhor Holmes. As reservas foram marcadas em caráter emergencial e, bem, pela mais bela flor do castelo. Nunca negamos um pedido tão gracioso vindo deles.

Os quatro se encararam confusos, tentando absorver o significado da revelação do garçom. Sem mais nenhuma objeção, tomaram seus devidos lugares à mesa, e logo cada um recebeu um exemplar do cardápio.

Após terem seus pedidos anotados, o garçom pediu licença e se retirou, deixando-os sozinhos ali. O silêncio imperou por longos minutos, pontuado vez ou outra apenas por um ranger de uma cadeira, quando um deles se remexia, sentindo-se desconfortável.

- Vocês não têm mesmo nenhuma ideia de o porquê estamos aqui? - Molly indaga timidamente, mal encarando os outros três. - São Sherlock e Mycroft Holmes,não deveriam ser pegos de surpresa, não é?

- Ela tem razão - Anthea comenta, cruzando os braços. - Desculpe, mas é a verdade - ela se apressa a acrescentar, ao ver o olhar zangado do chefe.

No instante seguinte, as atenções foram voltadas para o garçom, que voltava naquele momento trazendo um carrinho repleto de docinhos e bolos de aparência deliciosa, acompanhados por xícaras de chá fumegante e de aroma irresistível. Mas o que mais chamou a atenção foram os envelopes elegantes e as duas rosas vermelhas ao lado do bulezinho de leite.

- O que é isso? - Mycroft questiona, olhando do garçom para os envelopes, e de volta para o garçom.

- Faz parte da cortesia, senhor - ele se limita a responder, entregando um envelope para cada um dos irmãos Holmes.

Sherlock e Mycroft se entreolharam por alguns segundos, para só então romper o lacre e revelar a nova mensagem que haviam recebido.

"Ela sabe; ele logo saberá... As damas sabem exatamente o que sentem, e já está na hora dos cavalheiros abrirem os olhos, e quem sabe, esses coraçõezinhos tão analíticos, e descobrirem a verdade, não é?"

Sherlock e Mycroft se entreolharam por alguns segundos, para só então romper o lacre e revelar a nova mensagem que haviam recebido.

"Ela sabe; ele logo saberá... As damas sabem exatamente o que sentem, e já está na hora dos cavalheiros abrirem os olhos, e quem sabe, esses coraçõezinhos tão analíticos, e descobrirem a verdade, não é?"

Enquanto tentavam absorver aquelas palavras, a porta do estabelecimento se abriu, e logo eles foram atingidos por um perfume familiar, seguido por uma voz melodiosa e carregada de diversão.

- E então irmãozinhos, o que acharam da cortesia da Duquesa de Cambridge? - - diz Alice, com um largo sorriso, parando ao lado da mesa deles. – A propósito, eu avisei que teria volta.

- Foi armação sua? Mas... Como? - Mycroft questiona, o rosto já adquirindo uma coloração avermelhada.

- Brilhante - exclama Sherlock, sem esconder um sorriso. - Alice provou que tem os mesmos genes que os seus Mike, não pode mais contestar a capacidade dela.

- Obrigada Sherlly. Agora aproveitem o programa e a companhia, está bem? Podem me agradecer por tudo depois! - e com uma última piscadinha, ela dá as costas à eles e os deixa para trás, sentindo-se vitoriosa e "vingada".






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